delegacia vazia

Delegacias da Polícia Civil podem fechar por falta de policiais



O que o deputado Cláudio Abrantes (Rede), falou no JB, acerca de que delegacias da Polícia Civil podem fechar suas portas é pura verdade. A comunidade, sobretudo, aquela mais carente ficará sem atendimento por inércia de um governo que ainda não disse para que veio.  

Cerca de dez a quinze policiais civis se aposentam por dia, isto porque já cumpriram sua missão perante a sociedade, dedicando-se por mais de trinta anos de serviço. Nesse período, não houve e não há nenhum projeto de reposição desses policiais por parte das autoridades. Ao que parece, há um trabalho de esvaziamento da investigação criminal, praticada pela Polícia Civil e Polícia Federal: àquela que põe Deputados, Governadores, Ministros e até Presidentes na cadeia. São estes policiais, civis, responsáveis por esta limpeza e, talvez por isso, não se tenha interesse na contratação de novos policiais civis. Afinal ninguém quer ir para a cadeia, né! Aliado a isto, é a comunidade mais carente – Sol Nascente, Itapuã, etc., que sofre com a falta de polícia nas ruas.

Mas o governador não está preocupado. Em breve começará a construção de mais uma delegacia de polícia, na cidade de Águas Claras. Com qual efetivo será inaugurada? Não será por novos policiais, é claro, pois cerca de quatrocentos e setenta e cinco concursados, que já fizeram curso na Academia, que estão prontos para ser nomeados, e nada.

O efetivo que irá compor esta nova delegacia, será retirado de outras Unidades Policias. Um golpe que o governo utiliza para dizer que novos policiais chegaram. Com este remanejamento, há um esvaziamento de outras Unidades Policiais e o Distrito Federal cada vez mais fica sem segurança pública. E às áreas mais carentes serão às mais prejudicadas. As autoridades do governo não se preocupam, pois têm seus próprios seguranças, dia e noite.

Os senhores acreditam que policiais do Lago Sul, Lago Norte, e outras áreas nobres do Plano Piloto, por exemplo, sairão? Não! Sairão de Ceilândia, Planaltina, Sobradinho, Samambaia, Recanto, Santa Maria, etc.

Costuma-se dizer que o efetivo, de hoje, da Polícia Civil do Distrito Federal, é o mesmo de 1992. Um erro crasso, pois de lá para cá, sequer, foi reposto. Na verdade, sequer temos o efetivo, hoje, de 1992.

Crimes como roubos de veículos e a pedestres, com emprego de arma de fogo, sequestros relâmpagos, homicídios, tráfico de drogas e outras infrações penais de gravidade, estão cada vez mais acumulando nas mesas, por falta de policiais para investigarem. Quando outrora se tinha oito policiais numa seção de investigação, hoje se tem apenas dois.

Se o governador não sair de sua zona de conforto e olhar para a segurança pública da Capital Federal, onde se localiza o centro político do País – com a residência de “n” embaixadas –, em breve teremos muitas delegacias fechadas, como afirma Cláudio Abrantes, e o Plano Piloto, não ficará de fora, governador.
 

Francisco Pereira de Sousa, Presidente da Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil do Distrito Federal – Agepol